O problema que todo gestor de produção conhece
Trocar de um produto para outro na mesma linha custa tempo. Enquanto a máquina está parada para setup, ela não produz, e esse tempo parado costuma ser tratado como inevitável. A resposta mais comum é reduzir o número de trocas — o que gera lotes maiores, mais estoque intermediário e menos flexibilidade. O SMED (Single Minute Exchange of Die) ataca o problema pela raiz: reduz o tempo de setup em si, permitindo trocas mais frequentes sem perda de produtividade.
O que é, de fato, o SMED
Desenvolvido para a indústria automotiva, o método parte de uma constatação simples: grande parte do tempo de setup é gasto em atividades que não precisariam ser feitas com a máquina parada. O SMED separa as operações de troca em dois tipos:
- Setup interno: só pode ser executado com a máquina parada (ex.: remover um molde).
- Setup externo: pode ser feito com a máquina ainda em operação (ex.: separar ferramentas, conferir especificações do próximo lote).
A lógica central é converter o máximo de setup interno em externo, e só depois otimizar o que restou como interno.
As quatro etapas práticas
1. Observar e documentar o setup atual
Antes de mudar qualquer coisa, é preciso filmar ou cronometrar uma troca real, do início ao fim, listando cada movimento do operador. Nessa fase surgem achados óbvios: ferramentas guardadas longe da máquina, buscas por instruções, ajustes por tentativa e erro. Sem esse registro, qualquer melhoria proposta é baseada em suposição, não em fato.
2. Separar interno de externo
Com a lista em mãos, classifique cada atividade. É comum descobrir que uma parcela significativa do tempo dito